sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rio São Francisco

Pelos caminhos tortos,
subi e desci...
Lavando cada cantinho de terra,
que pela frente senti.
Lavei pedras, plantas e gente.
Movimentando-me feito bruta serpente,
desenhei cenários, destruindo outros...
Fui buscando mais e mais espaços...
Hoje, nem sei quem realmente sou de verdade,
pois fizeram vários filhos de mim:
uns para fazer o bem, 
outros só de maldade.
Recebi em meu corpo
lágrimas de tristezas e de felicidade.
Acompanhei e me fiz de melodia.
Pousei de inspiração para versos sonoros.
E, agora, me sinto quase uma nota morta.
Tenho medo que me esqueçam
e me enterrem...



2 comentários:

Amauri Leal" disse...

Parabéns Bunitão!
Lindo poema, fica a reflexão!

Laudelino Neto disse...

Parabéns, caro amigo!